Manual do Sistema de Estratificação de Risco Gestacional
Um guia de uso para profissionais e gestores da Atenção Primária à Saúde.
Ficha catalográfica
Manual Sistema de Estratificação de Risco Gestacional / Felipe Lima de Medeiros / Organizado por Maria Izabel Ferreira Sarmento; Roseanny Marques de Queiroga; Maria de Fátima Moraes Carvalho. et al. — João Pessoa: ESP/PB, 2025.
3. Sistema Estratificação de Risco Gestacional – manual. I. Título.
Ficha catalográfica elaborada pela bibliotecária Ana Maria N. Henriques e Silva — CRB 0017.
Expediente
Governo do Estado da Paraíba
Secretaria da Saúde do Estado da Paraíba
Secretaria Executiva de Gestão da Rede de Unidades de Saúde
Escola Pública de Saúde do Estado da Paraíba (ESP-PB)
Direção Geral — Matheus Spricido
Direção Administrativa e Financeira — Sabrina Marcia Resende de Almeida Santos Cunha
Direção Acadêmica — Raiana Fernandes Mariz Simões
Organizadores
- Felipe Lima de Medeiros (SES/PB)
- Maria Izabel Ferreira Sarmento (SES/PB)
- Roseanny Marques de Queiroga (SES/PB)
- Maria de Fátima Moraes Carvalho (SES/PB)
- Alana Venceslau Franco (SES/PB)
- Paulo Danniellison da Silva (SES/PB)
- Gildlucia Pereira Vieira de Freitas (SES/PB)
- Gianne de Oliveira Rodrigues (SES/PB)
- Ana Ruth Barbosa de Sousa (SES/PB)
- Fernanda Prudêncio da Silva (SES/PB)
- Kleyber Dantas de Araújo (SES/PB)
- Anne Cybelle Alves do Nascimento (SES/PB)
- Estevam Pessoa do Nascimento Santiago (SES/PB)
- Pedro Henrick Queiroz Alves (SES/PB)
Autores
- Felipe Lima de Medeiros (SES/PB)
Revisão técnica normativa
- Núcleo de Investigação Científica (ESP/PB)
- Maria Paula de Paiva
Biblioteca (ESP/PB)
- Ana Maria Nascimento Henriques e Silva
Apresentação
A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB), em consonância com as diretrizes da Rede Alyne e com os compromissos assumidos para a redução da morbimortalidade materna, apresenta o Sistema de Estratificação de Risco Gestacional. Trata-se de uma ferramenta digital desenvolvida para apoiar o trabalho de profissionais e gestores da Atenção Primária à Saúde (APS), qualificando a identificação e o acompanhamento de gestantes em situação de risco.
Esse sistema tem como base a ficha de estratificação de risco gestacional proposta inicialmente pela Gerência Operacional de Atenção Básica (GOAB) e Gerência Operacional de Atenção Materno Infantil (GOAMI) da Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES/PB), tendo como referencial o Guia do Episódio de Cuidado de Pré-Natal de Baixo Risco do Hospital Israelita Albert Einstein, em diálogo com os obstetras da Rede Cuidar. Em virtude do processo de Planificação da Atenção à Saúde, a 14ª Região de Saúde já utilizava o referido instrumento e, por decisão da SES em expandir para todas as Regiões de Saúde, esta ficha foi adaptada, validada e unificada para ser implantada e implementada em todo território do Estado, conforme resolução CIB-PB N° 152, de 31 de agosto de 2021. Originalmente elaborada em formato impresso, o instrumento foi digitalizado para ampliar o acesso, facilitar o preenchimento e padronizar o registro das informações no âmbito do Estado. Essa iniciativa busca promover a integralidade do cuidado, subsidiar a tomada de decisão clínica e gerencial e fortalecer o planejamento das ações de saúde materna, tanto nos níveis locais quanto estadual.
A partir da tela inicial, o profissional de saúde da APS, em especial médicos e enfermeiros, poderá preencher a ficha de estratificação, consultar o histórico de gestantes atendidas, realizar o registro de desfecho gestacional e gerar a ficha preenchida em formato PDF. O acesso é individualizado e permite que cada profissional acompanhe os dados de forma segura e organizada, promovendo a continuidade do cuidado.
Além disso, a plataforma conta com perfis de acesso diferenciados. A gestão municipal poderá visualizar os dados das gestantes residentes em seu território, ainda que a estratificação tenha sido realizada em outro município. Isso possibilita o monitoramento mais preciso da situação das gestantes, fortalecendo a responsabilização territorial, o planejamento das ações de saúde e o aprimoramento das estratégias de cuidado. Já a gestão estadual terá acesso aos dados de todos os municípios da Paraíba, ampliando a capacidade de análise, monitoramento e apoio técnico às regiões de saúde.
Com essa ferramenta, a SES-PB reafirma seu compromisso com a qualificação da atenção ao pré-natal, valorizando a APS como coordenadora do cuidado e como porta de entrada prioritária da saúde. A utilização do sistema de estratificação de risco gestacional busca garantir o cuidado em tempo oportuno, de forma equânime, integral e contínua, respeitando as singularidades dos territórios e promovendo melhores desfechos para gestantes.
Estrutura e funcionalidades do sistema
O Sistema de Estratificação de Risco Gestacional foi desenvolvido com uma interface simples e funcional, organizada em seções específicas para atender três perfis de usuário: profissionais da Atenção Primária à Saúde (médicos e enfermeiros), gestores municipais e gestores estaduais. A seguir, estão descritos os principais módulos do sistema.
Tela de login
Para acessar o sistema, o profissional utiliza suas credenciais pessoais (e-mail e senha) na tela inicial.
Fonte: GOAB/GEAS/SES-PB, 2026.
Caso ainda não possua uma conta, o usuário pode se cadastrar diretamente pela plataforma, clicando em “Cadastre-se”. É necessário preencher os campos obrigatórios — nome completo, CPF, profissão, telefone, e-mail, município, CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), senha e confirmação de senha — e aguardar a aprovação do administrador municipal, estadual, apoiador institucional ou administrador de referência do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI).
Fonte: GOAB/GEAS/SES-PB, 2026.
Após o envio dos dados, o cadastro fica pendente de aprovação e uma mensagem de confirmação é exibida em um ícone informativo no canto superior da tela: “Cadastro realizado com sucesso! Aguarde a aprovação do administrador.”
Fonte: GOAB/GEAS/SES-PB, 2026.
Em caso de esquecimento da senha, o profissional pode contatar o administrador para redefinição inicial, ou solicitar diretamente pelo link “Esqueci minha senha”: um e-mail automático com link de redefinição é enviado ao endereço cadastrado.
Fonte: GOAB/GEAS/SES-PB, 2026.
Nessa mesma página de login, o usuário também pode acessar o Manual do Sistema e o Suporte Técnico, espaços pensados para orientar o uso da plataforma e oferecer apoio sempre que necessário. O manual reúne instruções e informações para facilitar a navegação e a utilização do Sistema de Estratificação de Risco Gestacional, enquanto o suporte técnico possibilita o envio de dúvidas, o relato de problemas, sugestões de melhoria ou outros apontamentos, garantindo um canal direto de comunicação.
Estratificação de risco gestacional
Este é o módulo principal utilizado pelos profissionais de saúde (médicos e enfermeiros) para avaliar o risco das gestantes. O processo começa com o preenchimento dos dados obrigatórios: nome da gestante, identidade de gênero, orientação sexual, pessoa com deficiência, raça/cor/etnia, etnia, data de nascimento, CPF, telefone, município, UBS de origem, ACS (Agente Comunitário de Saúde), período gestacional, semana gestacional e data do preenchimento.
Ao clicar em “Continuar”, o sistema exibe uma mensagem de confirmação — ou de recuperação da última estratificação já realizada, com base no CPF da gestante. Ao “Confirmar”, as cinco seções seguintes são liberadas para preenchimento, e os dados iniciais da gestante são salvos automaticamente para as próximas estratificações.
Fonte: GOAB/GEAS/SES-PB, 2026.
Ao selecionar Raça/Cor/Etnia Indígena, o sistema disponibiliza o campo Etnia Indígena, com 407 opções de preenchimento, e adapta os campos UBS/UBSI (Unidade Básica de Saúde/Unidade Básica de Saúde Indígena) de Origem e ACS/AIS (Agente Comunitário de Saúde/Agente Indígena de Saúde) à nomenclatura da saúde indígena. As estratificações de gestantes indígenas passam a contar, também, com monitoramento específico para o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI).
Fonte: GOAB/GEAS/SES-PB, 2026.
01Características individuais, condições socioeconômicas e familiares
Avalia fatores pessoais e sociais da gestante. Cada item soma pontos ao escore final:
| Condição | Pontos |
|---|---|
| ≤ 15 anos | 3 |
| ≥ 40 anos | 2 |
| Não aceitação da gravidez | 1 |
| Indícios de violência doméstica | 2 |
| Situação de rua, indígena ou quilombola É possível especificar qual das três condições se aplica. | 2 |
| Sem escolaridade | 1 |
| Tabagista ativo | 2 |
| Raça/Cor negra | 2 |
02Avaliação nutricional
O Índice de Massa Corporal (IMC) é calculado automaticamente a partir do peso e da altura informados, e a faixa correspondente é marcada instantaneamente.
| Classificação | Pontos |
|---|---|
| Baixo peso IMC < 18 — indica desnutrição | 2 |
| Sobrepeso IMC 25–29,9 — risco moderado | 1 |
| Obesidade grau I e II IMC 30–39,9 — associada a complicações maiores | 5 |
| Obesidade mórbida IMC ≥ 40 — alto risco por possíveis comorbidades | 10 |
Fonte: GOAB/GEAS/SES-PB, 2026.
03Comorbidades prévias à gestação atual (doenças preexistentes)
Lista condições de saúde anteriores à gestação:
| Condição | Pontos |
|---|---|
| AIDS/HIV · Alterações da tireoide sem controle · Diabetes Mellitus · Endocrinopatias sem controle · Cardiopatia diagnosticada · Câncer diagnosticado · Cirurgia bariátrica há menos de 1 ano · Doenças autoimunes · Doença renal grave · Dependência de drogas · Epilepsia grave · Hepatites · HAS crônica complicada · Pneumopatia grave · Tuberculose · Trombofilia · Doenças hematológicas | 10 |
| Ginecopatia Miomatose ≥ 7cm, malformação uterina, massa anexial ≥ 8cm ou com características complexas | 5 |
| Uso de medicações com potencial efeito teratogênico | 5 |
| Varizes acentuadas | 1 |
04Condições Clínicas Específicas e Relacionadas às Gestações Prévias
Analisa o histórico reprodutivo da gestante:
| Condição | Pontos |
|---|---|
| 2 abortamentos espontâneos consecutivos, ou 3 não consecutivos | 5 |
| 3 ou mais abortamentos consecutivos | 10 |
| Mais de um prematuro com menos de 36 semanas | 10 |
| Óbito fetal sem causa | 10 |
| Pré-eclâmpsia ou pré-eclâmpsia superposta | 10 |
| Eclâmpsia | 10 |
| Hipertensão gestacional | 5 |
| Acretismo placentário | 2 |
| Descolamento prematuro de placenta | 5 |
| Insuficiência istmo cervical | 10 |
| Restrição de crescimento intrauterino | 2 |
| História de malformação fetal complexa | 2 |
| Isoimunização em gestação anterior | 10 |
| Diabetes gestacional | 2 |
| Psicose puerperal | 5 |
| História de tromboembolia | 10 |
05Condições Clínicas Específicas e Relacionadas à Gestação Atual
Avalia condições identificadas na gestação em curso:
| Condição | Pontos |
|---|---|
| Ameaça de aborto | 2 |
| Citologia cervical anormal | 3 |
| Alteração no doppler das artérias uterinas / alto risco para pré-eclâmpsia | 5 |
| Condiloma acuminado | 5 |
| Feto com percentil > P90 (GIG), ou entre P3–P10 com doppler normal | 5 |
| Acretismo placentário · Placenta prévia após 28 semanas · Anemia não responsiva ao tratamento (Hb ≤ 8) e hemopatia · Doenças da tireoide diagnosticadas na gestação · Diabetes gestacional · Doença hipertensiva na gestação · Doença hemolítica · Gemelar · Isoimunização Rh · Insuficiência istmo cervical · Colo curto no morfológico 2º trimestre · Malformação congênita fetal · Neoplasia ginecológica / câncer diagnosticado na gestação · Polidrâmnio / oligodrâmnio · Restrição de crescimento fetal intrauterino · Toxoplasmose · Sífilis terciária ou alterações sugestivas de sífilis neonatal / resistência à Penicilina Benzatina · Infecção urinária de repetição · HIV/HTLV/Hepatites agudas · Hepatopatias · Hanseníase diagnosticada na gestação · Tuberculose diagnosticada na gestação · Dependência ou uso abusivo de drogas lícitas e ilícitas | 10 |
06Classificação final de risco
A soma dos pontos de todas as seções define o encaminhamento da gestante:
Risco Habitual
Atendimento de pré-natal na APS pelo enfermeiro intercalado com médico.
Médio Risco
Atendimento de pré-natal na APS pelo médico intercalado com enfermeiro e monitoramento pela REDE CUIDAR.
Alto risco
Encaminhamento ao PNAR e contato com plantonista da REDE CUIDAR até a primeira consulta.
Fonte: GOAB/GEAS/SES-PB, 2026.
Ao final do preenchimento, a pontuação aparece na tela e o profissional clica em “Enviar”, recebendo a mensagem: “Os dados informados serão tratados exclusivamente para fins assistenciais, em conformidade com a Lei nº 13.709/2018 (LGPD), garantindo-se sigilo, segurança e uso restrito por profissionais autorizados.” Ao clicar em “Concordo”, o registro é concluído — e a ficha pode ser consultada a qualquer momento pelo botão “Histórico”, no topo da tela.
Fonte: GOAB/GEAS/SES-PB, 2025.
Histórico
Seção destinada ao acompanhamento das fichas de estratificação de gestantes ativas já preenchidas pelo profissional, com opção de baixar cada ficha em formato PDF. Além disso, o histórico permite:
- Desfecho — registra o encerramento do acompanhamento da gestante, por meio de códigos do CIAP-2 (Classificação Internacional de Assistência Primária).
- Fora de área — utilizado quando a gestante deixa de ser acompanhada por uma UBS ou município.
- Mover para grupo — inclui uma ou mais gestantes em um grupo já existente. O sistema também agrupa automaticamente registros vinculados ao mesmo CPF; nesses casos, Desfecho e Fora de Área são aplicados a todas as integrantes do grupo simultaneamente.
- Desagrupar — remove a gestante de um grupo, impedindo que ela receba automaticamente os registros aplicados às demais integrantes.
- Padronizar nome do grupo — edite ou corrige a nomenclatura do grupo, mantendo um padrão de identificação.
Fonte: GOAB/GEAS/SES-PB, 2026.
Fonte: GOAB/GEAS/SES-PB, 2026.
Fonte: GOAB/GEAS/SES-PB, 2026.
Códigos CIAP-2 utilizados no desfecho
A Classificação Internacional de Atenção Primária – 2ª Edição (CIAP-2) padroniza o registro dos desfechos:
- A96Morte — no contexto deste sistema, refere-se ao registro de óbito gestacional.
- W82Aborto espontâneo.
- W83Aborto provocado.
- W90Parto sem complicações, nascido vivo.
- W91Parto sem complicações, natimorto.
- W92Parto com complicações, nascido vivo.
- W93Parto com complicações, natimorto.
Esses códigos ajudam na padronização e análise dos desfechos. Quando o profissional define o desfecho, uma mensagem de confirmação será exibida: "Você confirma a escolha do desfecho (código da CIAP-2)? Esta ação removerá a ficha do histórico." Ao clicar em "Confirmar", a gestante sairá do histórico do profissional, mas permanecerá registrada no banco de dados. Além disso, os dados ficarão disponíveis em um relatório de acesso exclusivo para os administradores municipal e estadual, garantindo o controle e a rastreabilidade das informações.
Painel administrativo
Diferente dos profissionais de saúde — direcionados à ficha de estratificação —, os administradores municipais e estaduais são redirecionados ao Painel Administrativo ao acessar o sistema. Nele, é possível aprovar ou reprovar cadastros pendentes, além de ativar ou desativar cadastros já aprovados. O painel mantém um histórico de todas as ações realizadas, garantindo transparência e rastreabilidade.
Fonte: GOAB/GEAS/SES-PB, 2026.
Fonte: GOAB/GEAS/SES-PB, 2026.
O módulo oferece ainda acesso à estratificação de risco gestacional, gerenciamento de senhas e relatório. Para administradores estaduais, há um botão exclusivo para gerenciar usuários, permitindo modificar papeis dos usuários, garantindo controle sobre quem tem acesso ao sistema, em cada esfera.
Gerenciar senhas
Restrita aos administradores municipais e estaduais, esta funcionalidade permite redefinir as senhas de profissionais de saúde e demais administradores cadastrados — facilitando o suporte técnico local e estadual. Para redefinir, basta informar o e-mail do usuário e a nova senha, e clicar em “Redefinir senha”.
Fonte: GOAB/GEAS/SES-PB, 2026.
Relatório
O acesso ao relatório é exclusivo para administradores municipais e estaduais — ferramenta essencial para monitoramento e análise dos dados do sistema. Administradores municipais visualizam apenas os registros de gestantes residentes em seu município; administradores estaduais acessam dados de todos os municípios do Estado. Essa segmentação protege dados sensíveis e reforça a privacidade das gestantes.
O relatório se divide em duas partes:
- Relatório quantitativo — reúne Gestantes Ativas, Municípios Distintos, Média da Pontuação Total, classificação de risco (habitual, médio e alto), Identidade de Gênero, Orientação Sexual, Raça/Cor/Etnia, Etnia Indígena, Pessoa com Deficiência, Período Gestacional, as cinco seções da ficha de estratificação, além de Desfechos e Fora de Área.
- Planilha detalhada — reúne todos esses elementos para visualização completa, com download em formato Excel para análises adicionais, e botões de navegação para retornar às demais seções do sistema.
O relatório permite ainda o arquivamento permanente de registros de gestantes cuja estratificação tenha sido realizada de forma equivocada, e a aplicação de filtros por período — a exportação, quando um filtro está ativo, considera apenas os registros contemplados por ele.
Fonte: GOAB/GEAS/SES-PB, 2026.
Fonte: GOAB/GEAS/SES-PB, 2026.
Novos perfis
Dois novos perfis de gestão foram incorporados ao sistema para dar suporte regional e à saúde indígena, ampliando a capilaridade do monitoramento estadual.
Apoio institucional
Desenvolvido para auxiliar o Administrador Estadual no monitoramento e na gestão do sistema em âmbito regional, o perfil de Apoio Institucional tem acesso à aprovação e rejeição de cadastros pendentes, ativação e desativação de usuários já aprovados, redefinição de senhas, atualização de dados cadastrais e consulta a relatórios sobre profissionais cadastrados e estratificações realizadas.
Por segurança e organização da gestão, todas essas funcionalidades ficam restritas à região de saúde de vinculação do apoiador institucional — sem visualização de outras regiões.
Fonte: GOAB/GEAS/SES-PB, 2026.
Painel DSEI
Desenvolvido para apoiar na gestão de usuários e no monitoramento de informações relacionadas à saúde indígena, o Painel DSEI permite controlar cadastros pendentes, ativar ou desativar usuários já aprovados, cadastrar novas unidades, redefinir senhas, atualizar informações cadastrais e acessar relatórios gerenciais.
O acesso é restrito aos registros vinculados ao contexto do DSEI: apenas profissionais médicos e enfermeiros cadastrados como DSEI, e relatórios que contemplam exclusivamente gestantes identificadas com raça/cor/etnia indígena ou estratificadas por profissionais vinculados ao DSEI — garantindo a segmentação adequada dessas informações.
Fonte: GOAB/GEAS/SES-PB, 2026.
Referências
- BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 183, p. 68, 22 set. 2017. Disponível em: bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt2436_22_09_2017.html. Acesso em: 10 jun. 2025.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Atenção ao pré-natal de baixo risco. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. Disponível em: bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cadernos_atencao_basica_32_prenatal.pdf. Acesso em: 10 jun. 2025.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Manual de gestação de alto risco. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_gestacao_alto_risco.pdf. Acesso em: 10 jun. 2025.
- PARAÍBA. Secretaria de Estado da Saúde. Gerência Executiva de Atenção à Saúde. Instrumento de classificação de risco gestacional — APS. João Pessoa: SES-PB, 2024.